<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620</id><updated>2011-12-13T19:57:15.033-08:00</updated><category term='Introdução'/><title type='text'>Clauto Peuta</title><subtitle type='html'>Diário das Aventuras e Dissabores realmente Trágicos de Clauto Peuta</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-8663495838635694004</id><published>2007-03-08T13:27:00.001-08:00</published><updated>2007-03-08T13:27:54.354-08:00</updated><title type='text'>Capítulos 08 e 09</title><content type='html'>Cap. 08 – Fazendo o bem olhando muito bem à quem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espera aí, rapaz” disse o sujeito do olhar indiferente. “Eu pago pelo que ele comeu” “É bom mesmo, está livrando o pobre de apanhar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você vive de pequenos golpes?” “Ainda não sei se vivo” “Não sabe se vive?” “Por enquanto não” “Por enquanto?!? Enfim, pra onde vai?” “Pra lugar nenhum, a princípio” “Você não me parece bêbado” “Lhe pareço qualquer outra coisa?” “Bom, vamos conversando enquanto caminhamos” “Talvez nada nos impeça”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande esforço feito por Clauto nesse instante foi para se concentrar em desvendar o que se passava pela cabeça do sujeito do olhar indiferente; as mais altruístas intenções que motivaram o estranho a poupar os ossos pêuticos de serem moídos; Clauto logo deduziu que se não arriscasse estaria inerte até agora, olhando para a vitrine e sendo olhado, quem sabe, por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cap. 09 – Nove, este número de sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mantém os olhos abertos. Sim, porque assim achamos que estamos mais alertas aos perigos desta vida inerte, porém serelepe, muitas das vezes.&lt;br /&gt;Ela fixa o teto nos olhos – ou vice-versa – e reflete sobre sua condição. Uma chance, um chute, um gol. Ela calcula todas as variáveis necessárias, traça tangentes, esquadrinha versos, mede sílaba por sílaba, afasta as letras aziagas – quais seriam estas? – esboça planos alternativos, perde algum tempo, mas sabe que não há como adiar o inevitável. Mas também não sabe ainda que as engrenagens do destino têm dentes gastos. O que pode e o que não pode ser estão espalhados em desigualdade por aí, morando em cada instante, por menores que sejam.&lt;br /&gt;A solidão já lhe doeu mais. Hoje não passa de uma débil companheira, que resmunga para ser ouvida à contragosto. Resolveu com maestria a questão da permanência da ausência ao seu lado. Minou as forças dela abdicando da desfavorável luta que até então travara, sem sucesso. Ironicamente, enfraqueceu sua oponente se expondo. Deu certo. Equacionou-a. Mas essa não era a primeira nem a última de suas preocupações; precisava de uma chance, qualquer que fosse, para escapar de um casamento que lhe fora arranjado sem consulta prévia. Sem qualquer consulta que fosse, prévia ou póstuma, melhor dizendo. Seu pretendente era um escritor tcheco que havia nascido lá mesmo, em Praga, e fora morar com os avós em Dublin.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-8663495838635694004?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/8663495838635694004/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=8663495838635694004' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/8663495838635694004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/8663495838635694004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/captulos-08-e-09.html' title='Capítulos 08 e 09'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-57631969562034927</id><published>2007-03-06T14:51:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T14:52:18.346-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 07 – Quando estiveres no mundo serás mundano?</title><content type='html'>Cap. 07 – Quando estiveres no mundo serás mundano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se viu num vitrine. Não dentro dela, apenas viu seu reflexo olhando fixamente para ele mesmo, interpolado por vários outros reflexos apressados caminhando pra nenhum lugar. Sentia-se desconexo, notava sua imagem opaca borrada e diluída em cores nada vivas; Olhava-se e a impressão se agravava: agora já sabia que soava como um si bemol após um brilhante mi; o mundo lhe era estranhíssimo e tinha certeza que a mesma opinião o mundo também tinha, respeitosamente, dele.&lt;br /&gt;            A condição humana lhe fora dada como uma bênção; Seus intocados sentimentos, novinhos e ainda na embalagem - exalando um cheiro de plástico ainda, inclusive - estavam prontos para serem potencialmente usados para sua fortuna ou ruína, conforme razões que sempre ou nunca desconhecemos agissem em sua recém inaugurada vida. E o arauto de seu estreante aparato humano foi uma certeira flechada na barriga. Ao menos assim imaginou ser golpeado quando – sem saber do que se tratava – sentiu fome. Por mais ingênuo que fosse, sabia que se mordesse um pedaço de pão doce com creme, açúcar e uma eventual goiabada, saciaria, em parte, esta besta-fera que lhe roia as forças gradativamente. Lembremos que Clauto trouxe consigo apenas suas roupas (uma calça de brim desgastada e poída, porém limpa, e uma camisa verde de tecido grosso) e objetos pessoais de pouco ou nenhum valor de troca. Guiado por esse maravilhoso sentido que é o olfato, dirigiu-se ao lugar de onde exalava o perfume do manjar dos deuses. O boteco estava cheio.&lt;br /&gt;            “Estou com fome” “O que vai querer?” “Qualquer coisa” “Isso aqui saiu agora há pouco” “Sim, é o que quero!” . Agarrou uma coxinha embebida em óleo de soja e recheada com as partes menos nobres possíveis daquilo que um dia foi um frango. Se malandro fosse, diria que a iguaria estava ali há muito esperando suas dentadas, quase predestinadamente. O homem que o serviu pôs para Clauto uma tulipa de chope cheia de um refresco aguado e doce. Era um oásis no deserto refrescar a glote soterrada naquela profusão de massa e frango  desfiado. O líquido pareceu inundar todo seu corpo e lhe trouxe a primeira sensação de bem estar cá nesta terra. Sentiu que seu corpo trabalhava para assimilar a entrada daqueles elementos, porque alimentos não era certo que fossem. Mas a fome ignora o que lhe abranda. Satisfeito, Clauto dirigiu-se à saída. Não esperava ser confrontado com aquela pergunta. “Meu camarada... vai pagar não?”&lt;br /&gt;            “Dinheiro não tenho” “Como é que a gente faz, então?” “Cheguei agora e nada tenho” “Me dá qualquer coisa aí” “Qualquer coisa é a fortuna de quem não tem nada, senhor” “Some daqui antes que eu te arrebente a cara, vagabundo” Clauto não entendeu a frase na plenitude de seu significado, mas não hesitou em retomar o caminho da saída. Desnecessário dizer que o medo tomou conta de si. E o olhar indiferente de alguém tomou conta de toda a cena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-57631969562034927?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/57631969562034927/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=57631969562034927' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/57631969562034927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/57631969562034927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/captulo-07-quando-estiveres-no-mundo.html' title='Capítulo 07 – Quando estiveres no mundo serás mundano?'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-4839993643956889948</id><published>2007-03-05T12:38:00.000-08:00</published><updated>2007-03-05T12:39:15.558-08:00</updated><title type='text'>Capítulos 05 e 06</title><content type='html'>Cap. 05 – Bem-vindo ao fantástico mundo real, pai de todas as ilusões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim estava escrito na placa que viu na entrada. Viu uma catraca azul descascada, um cara com um uniforme de trocador de ônibus, bastante amarrotado.&lt;br /&gt;“O mundo é aqui?” “Você errou o caminho... como chegou nessas bandas?” “Seguramente não sei, senhor” “Aqui é a saída.. estranho você querer entrar pelo lado de cá” “Eu só sei que aqui estou e não há mais nada de onde eu vim” “Tá bom... pula a roleta” “Como faz isso?” “Você é idiota? Apenas pula isso aí!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cap. 06 – Do primeiro tombo, da primeira lição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clauto não sabia pular roletas. E a primeira lição chegou. O chão foi ao encontro do seu rosto numa velocidade estonteante e lhe arrebentou o significativo nariz. Pensou que, se talvez tivesse um nariz menor, este evento talvez tivesse sido menos dolorido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-4839993643956889948?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/4839993643956889948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=4839993643956889948' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/4839993643956889948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/4839993643956889948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/captulos-05-e-06.html' title='Capítulos 05 e 06'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-1313433440667243516</id><published>2007-03-03T06:53:00.000-08:00</published><updated>2007-03-03T06:55:07.677-08:00</updated><title type='text'>Capítulos 02, 03 e 04</title><content type='html'>Cap. 02 – Cama com lençol branco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cap. 03 – Das causas, superficialidades e do corpo também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o médico, quando do nascimento: Clauto Peuta nasceu com dentes. E cáries. Seu pai pareceu não se importar muito. O que são dentes numa vida essencialmente líquida? São recifes de corais de cálcio. E de tudo mais que há num dente.&lt;br /&gt;É preciso espaço para crescer. foi isso que o destemido Peuta fez na cama de lençol branco acima. Precisava de um substrato material, alguma coisa sobre a qual deveria apoiar sua alma recém saída de algum lugar que ele só vai saber onde fica quando pra lá voltar. Clauto peuta não escolheu seu corpo. Este lhe fora dado sob forma de presente, pelo dono do lugar sobre o qual não temos informação nenhuma.&lt;br /&gt;Era um tipo físico mui particular; atarracado, podia-se dizer que escapara do nanismo por questão de segundos (nem tudo pode ser entendido de primeira, take it easy); dispunha de uma cabeleira espessa e escura, como um ninho de broscolhos, e possuía uma sobrancelha do tipo peça única; a barba, tinha-a sempre por fazer; suas feições eram abrutalhadas e mal acabadas; pareciam indicar que havia sido fabricado com relativa pressa, talvez antes do folhetim eletrônico das 21 hs – e, muito provavelmente, foi este o grande mentor intelectual (?) de sua concepção – e tinha olhos pequenos, de onde não podia se acreditar que coubessem ali olhos humanos. Talvez de coruja, humanos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cap. 04 – Das malas prontas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clauto permaneceu no útero materno (claro, de quem mais poderia ser o útero?) por três anos e meio. Encontrara uma posição peculiar, de modo que tinha seu olho direito pregado na única janela do recinto, ou seja, o chão era a sua única e favorita paisagem; é bem verdade que as imagens que lhe chegavam neste ângulo em nada favoreciam seu juízo de valor do mundo, mas a preguiça – essa maldita marca indelével no dna pêutico, um estigma, algo que poderia ser retratado com orgulho (?) no brasão dos Peuta, se por acaso um brasão tivessem – impedia qualquer esboço de ação. Clauto foi expulso. Pelo frio. Nasceu, como qualquer um, contra a própria vontade. Bem, se não era contrário ao seu nascimento, também não fora consultado sobre.&lt;br /&gt;Fora, Clauto. O mundo o espera e você não pode se esconder aqui pra sempre.&lt;br /&gt;Foi a primeira e última vez que sua mãe lhe disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-1313433440667243516?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/1313433440667243516/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=1313433440667243516' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/1313433440667243516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/1313433440667243516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/captulos-02-03-e-04.html' title='Capítulos 02, 03 e 04'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-3201310244243263387</id><published>2007-03-01T23:16:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T23:17:36.734-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 01  - Porque é preciso nascer, como se não houvesse amanhã</title><content type='html'>E Clauto Peuta nasceu... como nasce qualquer pessoa: no assento frio de um ônibus das mil e uma noites, tendo a lua e um poste (claramente rivais; e vejo que a lua está cansada destas briguinhas inúteis que não levam à nada) por testemunhas... e nem sangue se fez ver... nem tapa na bunda pra acordar, pra ver que o mundo não está só a soprar, ele morde às vezes... Mas Clauto tem um quê de incauto, de auto-indulgência, de deixar pra lá. Por isso faltaram alguns happenings em seu glorioso nascimento.&lt;br /&gt;Muitos dos seus amigos foram feitos ainda no ventre materno. Aliás, todos. Com exceção de Trunfo. Seu único amigo bem-sucedido apareceu em sua vida ontem mesmo, sobre dois bem plantados pés sobre um chão de mentira, que, quando bem contado, não falhava com as leis de gravidade de ninguém. Voltando ao ambiente uterino, foi lá que fez amizade com Ton Crocante e Plou Jorge III, embora estes dois não fossem seus irmãos. Estavam passando de útero em útero tentando angariar recursos para pagar a viagem que os levaria de volta para o lugar de onde haviam sido paridos. Ton e Plou eram irmãos e sua mãe era uma esforçada meretriz. Havia sustentado-os com o meretrício e se não se orgulhava disso publicamente, tampouco se envergonhava.Talvez possamos saber mais sobre eles daqui a meia hora ou quarenta e cinco minutos. Dependerá mais do leitor do que de minha pobre eloqüência. A vida de Clauto solicita nossa atenção como o faria um cão carente a mirar em nossos tornozelos sinceramente indefesos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-3201310244243263387?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/3201310244243263387/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=3201310244243263387' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/3201310244243263387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/3201310244243263387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/captulo-01-porque-preciso-nascer-como.html' title='Capítulo 01  - Porque é preciso nascer, como se não houvesse amanhã'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36154620.post-3198472550461263877</id><published>2007-03-01T22:32:00.000-08:00</published><updated>2007-03-01T22:42:18.299-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Introdução'/><title type='text'>Introdução</title><content type='html'>Este blog é &lt;strong&gt;nu&lt;/strong&gt;. Completamente nu de pretensões literárias. Apenas uma forma prática de compartilhar, com quem quer que aqui pise, textos que escrevo para tentar desconstruir e compreender a maior e mais serena loucura ao nosso alcance: o &lt;strong&gt;cotidiano&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postarei em média um capítulo por dia, até que a fonte seque, ou até que a história se resolva por si só e Clauto possa caminhar sozinho, livre de mim ou de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que amem, que odeiem, enfim. Mas &lt;strong&gt;manifestem-se&lt;/strong&gt;. rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela visita e voltem sempre ou nunca mais! rs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36154620-3198472550461263877?l=clautopeuta.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://clautopeuta.blogspot.com/feeds/3198472550461263877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36154620&amp;postID=3198472550461263877' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/3198472550461263877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36154620/posts/default/3198472550461263877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://clautopeuta.blogspot.com/2007/03/introduo.html' title='Introdução'/><author><name>Clauto Peuta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00965219451814469994</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
